Eu fui ver uma exposição.
Por Nilsa Maria de Souza
Eu fui ver uma exposição chamada Numismática. Em primeiro lugar eu nem sabia o que vem a ser numismática. Descobri que se trata da ciência que tem como objeto de estudo as moedas e as medalhas. Eu nem sabia que existia ciência para estudar isso! Isso posto, vamos aos fatos. Meus fatos. Ouvi na escola, onde faço estágio, que os alunos iriam visitar o Centro Cultural Itaú. Pensei: o que será que tem lá? No final de semana chamei meu marido e fomos rumo à Avenida Paulista. Eu não conhecia esse Centro Cultural (Que vergonha!). Entramos.
Fizemos um passeio pelo mezanino 1 e 2. Por último pegamos o elevador e fomos para o 9º andar. Ao que o elevador abriu havia um armário (com todo respeito) na nossa frente. – Cadê o crachá? – Ai, que susto! – Vocês pegaram o crachá? – Não. Não sabia que precisava de crachá. – Vocês voltem para o térreo. Lá tem um balcão onde vocês vão pegar os crachás. – Tudo bem! – Lá fomos nós, ou melhor, descemos nós. Na recepção a recepcionista (é claro) pediu telefone, RG, tirou foto e sei lá mais o que. Pronto. Portando os devidos crachás, subimos, ou melhor, passamos primeiro pela roleta. Depois elevador, 9º andar. Agora sim, devidamente encrachazados, fomos recebidos com toda atenção pelo armário (devia ter anotado o nome dele). Já que ele estava tão solícito aproveitei para dizer que eu precisava de um comprovante que eu “realmente” estava visitando a exposição (sim, porque tenho que fazer um relatório e levar um certo comprovante para um certo professor – ops!) – Ah! Ele mandou guardar tudo no armário. Até o celular. – Não tem problema. O monitor da exposição não está aqui no momento. Então, vocês podem fazer a visita e pegar o comprovante depois. – Ok! Então vamos lá.
A exposição é composta por muitas moedas e não muitas medalhas (não diga?) e também não muitas condecorações. Tem muitas datas, muitas informações sobre Portugal, Brasil e o até o Mundo (pelo menos daqueles países que passaram por aqui). Tem até moedas correntes do Brasil. Será que foi por isso que nos mandaram guardar a bolsa? Têm também uns documentos bem velhinhos. É mais ou menos assim: Cada módulo apresenta na sua parte superior um painel com a efígie do governante, brasão e bandeira da época, bem como informações sócio-políticas e econômicas do período. Na parte central das vitrinas estão as moedas, medalhas e condecorações acompanhadas de informações numismáticas. A parte inferior das vitrinas apresenta a iconografia da cidade luso-brasileira através de gravuras, pinturas e fotografias. Pena que não vi o filme. É! Fiquei sabendo que na visita monitorada tem até filme! Gostaria de voltar para fazer uma visita monitorada. Com a finalidade de situar o espectador no tempo universal, as vitrines têm na sua base uma fita cronológica, apresentando os principais eventos históricos, políticos e sociais, do Brasil e Portugal em particular e do mundo em geral, abrangendo o espaço de tempo entre os anos de 1500 e 2000. Dizem que é para os especialistas, a mesa circular que exibe cerca de 236 patacões, permitindo sua observação detalhada, com poderosas objetivas que alcançam até 40 vezes de aumento. O dia que eu fui não estava funcionando. À propósito, os patacões não valiam tanto assim como eu imaginava. Dava pra comprar umas dúzias de bananas ou de ovos ou de gramas de ouro. Os valores das moedas são apresentados assim: em bananas, ovos e ouro. Essa é uma ótima exposição para quem está estudando Literatura, pois em questão de uma hora e meia passamos pela história através da numismática (que nome bonito, não?).
Depois disso pedi o comprovante ao armário, que não era o mesmo de antes, era mais velho. – Onde você quer que coloquemos o carimbo? – Como é que é? – Você tem um papel para carimbarmos? – Ah! (Putz!) - Peguei um folder da exposição e entreguei à ele. Sentamos e ficamos esperando. Em alguns momentos aparece o monitor da exposição. – Quem pediu para carimbar no folder? – Eu! Eu! Eu! Porquê? – No folder não vai ser possível, vai borrar. Posso carimbar em outro papel? – Claro! (não é que eles tinham papel!) – Carimbou. Agradeci. Fomos, meu marido e eu para o elevador. Esperamos. Entramos. Apertei o M2, pois eu ainda precisava do comprovante da outra exposição que eu já tinha visto. Não sei se conto o resto?!?! Conto?
Escrito por Nilsa M. Souza às 07h45
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