Damos às pessoas aquilo que recebemos.
Por Nilsa Maria de Souza
Nesta semana que passou, pensei em escrever sobre as célebres frases, muitas vezes ditas por pessoas importantes. Quer dizer, nem sempre.
Passei a semana pensando sobre esse tema. Procurei algumas frases nos livros da minha humilde biblioteca, algumas na Internet, mas não me veio nenhuma idéia para colocar no papel.
“Que droga!” – Pensei. – “Parecia tão fácil escrever! Como será que o Mario Prata faz?” Não que eu estivesse me comparando com ele.
- Hum-hum!
Longe disso!
- Hum!
Imagina!
Continuei tocando a vida (raios!). Coincidência ou não (será que isso existe?), aconteceu.
- Do you have a kind of hobby? – Perguntou meu professor de inglês.
- Hã?
- Você tem algum hobby?
- Não. E você? - Respondi e fui logo perguntando.
- Meu hobby é guardar frases celebres. E não é só isso. Eu também as crio.
Puxa vida! Eu não podia acreditar que este assunto estava surgindo do nada. Era a minha chance! Quando a oportunidade aparece você não pode desperdiçá-la. Ops! Essa poderia ser uma celebre frase (ui!). Antes que eu pudesse dizer “great!”, ele foi logo dizendo uma frase e pedindo minha opinião.
Ai, ai, ai, ai, ai! I essa agora!
- You agree or desagree? – Disse ele esperando ansiosamente uma resposta.
- What?!?!?!?! – Disse desesperada. Afinal eu estou aprendendo inglês!
A conversa estava indo de mal a pior. Dava pra ver na cara dele a agonia de tentar fazer-me entender aquela frase. Eu empaquei. Ele espertíssimo percebeu logo:
- Escreva a frase. – Disse ele apontando para o meu caderno.
Quase que soletrando ele ditou-me a frase. Mas como ele é perfeiccionista, ficou “gritando” e apontando para a frase que eu acabara de escrever:
- Put the quotations mark! Put the quotations mark! Put the quotations mark! – Disse repetidamente.
Eu, desesperadamente, como se o carro estivesse na ribanceira, coloquei as aspas e respirei aliviada. “Consegui entender o que ele falou!”. Mas ele não parou de “gritar”.
- Put my name! Put my name! Put my name!
Quase num sobressalto coloquei o nome dele logo abaixo da frase. – Por motivos óbvios o nome dele será omitido.
Voltemos à frase. Como se não bastasse este desgaste, agora eu teria que dizer se eu concordava ou não com a frase dele. Vê bem! Que sinuca?
- Eu discordo. Disse e fiquei observando a reação dele.
- Você discorda!?!? Disse ele indignado. E me explicou o sentido da frase.
“Ah! É isso.” Já quase com vergonha e bastante sem graça, disse:
- Sorry! Respondi que discordo porque analisei pelo prisma humano e não divino. Por fim concordamos que “Damos às pessoas aquilo que recebemos”.
Escrito por Nilsa M. Souza às 16h35
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