EU: Candura.
Por Nilsa Maria de Souza
3ª Parte
De tanto caminhar, os pés de Candura começavam a apresentar bolhas, mas mesmo cansada e com os pés doendo Candura continuou, pois sabia que em algum lugar encontraria a resposta. Mais a frente encontrou um pássaro que cantava, cantava...
- Senhor pássaro, diga-me: - Porque meu nome é Candura? – Perguntou Candura ávida de resposta.
- Sinto muito, mas não posso parar de cantar para responder à você. – cantou o pássaro.
Candura riu da resposta cantada que o pássaro lhe deu, enquanto via ele voar para longe. A alegria do pássaro a contagiou e Candura continuou seu caminho cantarolando.
Na próxima estrada encontrou uma menininha, brincando sorridente. Candura se aproximou, brincou com a menina por alguns minutos. Candura então afastou-se da menina e ficou olhando-a até que virou as costas e foi embora, sem nada perguntar.
Candura já estava cansada disso tudo, começava a achar a idéia de desistir atraente. Então Candura sentou em baixo de uma árvore e começou a analisar todos os encontros que tivera desde o início da viagem.
O jabuti também tinha uma pergunta, assim como ela. A raposa tinha que ser o que todos esperavam dela. O vaga-lume gastava sua energia piscando sua luzinha. A pedra fora condenada ao silêncio eterno. O burro tinha que ser o que todos esperavam dele. O carneiro tinha a mesma dúvida que ela. A cobra fora condenada a se arrastar e a se esconder entre a vegetação. A rosa era alérgica. O pássaro agia como todos esperavam, cantando e voando. A menina era tão pura que Candura não teve coragem de contaminá-la.
Todos foram amáveis com ela, cada um do seu jeito, e nesta busca Candura foi feliz com tudo que viu e ouviu. Candura aproveitou cada momento. Candura, então, descobriu que o nome dela era Candura porque ela era pura, serena e feliz. Podia reconhecer e aceitar cada Ser como eles realmente eram, sem impor a sua própria vontade. E assim Candura adormeceu?
- Maria, acorda. Tá na hora de ir para a escola. - Disse a mãe de Maria.
Maria abriu os olhos e sentiu uma enorme felicidade por ver sua mãe ao lado da cama.
- Bom dia, mãe. Eu te amo. - Disse Maria abraçando a mãe.
F I M
Escrito por Nilsa M. Souza às 17h42
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