Eu: Candura.
Por Nilsa Maria de Souza
2ª Parte
No dia seguinte pela manhã, logo que o sol apareceu Candura levantou toda animada. Arrumou-se e pôs-se a caminhar, pois mais do que nunca queria encontrar a resposta. Após muito caminhar encontrou uma pedra enorme, majestosa, à beira da estrada. Candura mais que depressa perguntou:
- Oh! Divina pedra, porque meu nome é Candura? – Maria pacientemente esperou em silêncio pela resposta.
Porém a pedra nada respondeu. Candura virou as costas e voltou a caminhar. Mais adiante encontrou um burro mascando capim vagarosamente e novamente perguntou: porque meu nome é Candura? O burro levantou os olhos, olhando-a sem entender o que estava acontecendo. E Candura, por sua vez, continuou olhando, esperando uma resposta.
- Que? – disse finalmente o burro entremeio a baba que escorria pela sua boca.
Candura ficou decepcionada. Suspirou e voltou a caminhar atravessando a ponte para encontrar um carneiro que a observava de longe.
- Porque meu nome é Candura? – Perguntou ao carneiro.
O carneiro pensou, pensou, pensou e finalmente respondeu.
- Pelo mesmo motivo que o meu nome é Carneiro. – respondeu o carneiro.
Em seguida foi embora deixando Maria intrigada com a resposta.
Após andar algumas horas encontrou no caminho uma cobra que quando a viu fugiu rapidamente e por mais que Maria gritasse: “Espere! Tenho uma pergunta a fazer.” A cobra saiu em disparada sumindo por entre as plantas. Foi então que Maria viu uma linda rosa vermelha.
- Porque meu nome é Candura? –Perguntou Candura docemente.
A rosa espirrou e pediu desculpas a Candura. Em seguida outro espirro, outro pedido de desculpas, outro espirro, outro pedido de desculpas e assim continuou. Candura sentou-se no chão para ouvir a resposta. Depois de algumas horas a rosa continuava espirrando e pedindo desculpas. Candura levantou e se foi, pois não podia mais esperar. Iria procurar em outro lugar.
Continua...
Escrito por Nilsa M. Souza às 16h28
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