EU: Candura.
Por Nilsa Maria de Souza
1ª Parte
Era uma vez uma mocinha chamada Candura. Essa mocinha trazia dentro de si uma incerteza, a qual ela própria não sabia esclarecer. Num belo dia Candura tomou uma decisão: vou descobrir a verdade. Porquê me chamo Candura? Por mais que ela pensasse, sabia que não conseguiria achar a resposta sozinha. Mas Candura estava decidida a encontrá-la. Colocou, então, alguns dos seus pertences num embornal e começou seu caminhou pelo mundo em busca da verdadeira resposta.
Seu primeiro encontro foi com o jabuti.
- Sr. Jabuti o senhor pode me dizer porque meu nome é Candura? – perguntou, Candura, sagaz.
- Minha filha, não sei nem ao menos porque ando tão devagar, como vou saber porquê seu nome é Candura! – respondeu Jabuti
Como a resposta nada acrescentou, Maria ignorou as palavras do jabuti.
Seu próximo encontro deu-se com a raposa. Como todos sabem, inclusive Candura, a raposa é conhecida por sua esperteza. Deste modo, Maria concluiu que a raposa lhe daria a resposta que ela precisava.
- Minha amiga, estou muito ocupada tentando ser inteligente. Não posso perder tempo com perguntas insignificantes. – respondeu a raposa, saindo apressadamente.
Candura não teve tempo para insistir. A raposa partiu como um furacão deixando apenas o vento para traz. Candura ficou surpresa, não entendeu porque tanta pressa. Mas isso não era nada, sua caminhada estava apenas começando.
Depois de um longo caminho sem nenhum encontro, Candura pensou em sentar e descansar um pouco. Já estava escurecendo e provavelmente não haveria outro encontro naquele dia. Achou melhor acomodar-se perto da estrada, onde havia plantas e raízes que ela poderia comer e também guardar no seu embornal.
Naquela noite enquanto tentava dormir Candura pensava nos encontros que poderia ter e como seriam as respostas. Em cada encontro imaginário havia uma resposta diferente. De repente Candura avistou uma luzinha que se aproximava dela. Ela ficou em pé rapidamente e não perdeu tempo, foi logo perguntando: porque meu nome é Candura?
- Olha menina, utilizo toda energia para deixar minha luz acesa a noite inteira. Não sobra energia para pensar. – disse o vaga-lume em um fio de voz que Candura mal podia ouvir.
Mais uma vez Candura viu seu encontro terminar sem mesmo começar. Como já estava cansada não pensou muito, apenas voltou a deitar e logo adormeceu.
Continua...
Escrito por Nilsa M. Souza às 12h43
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