Feliz Aniversário!
Por Nilsa Maria de Souza
Segunda-feira, num dia qualquer fevereiro, primeiro dia de uma semana que prometia. Ah! Como prometia! Não era uma semana qualquer, mas sim uma semana importante. O Lula ia anunciar um novo pacote econômico? Ia haver um eclipse?
Não! É simples. Na quarta-feira era meu aniversário!
- Amor, não sei o que eu vou fazer... – Disse, ao meu marido, com muita indecisão e esperando que ele me ajudasse a pensar.
- Eu imagino. – Disse ele totalmente reticente.
“Caramba! Eu aqui querendo ouvir uma opinião e o que recebo é somente isso!” Esse dia era especial. Era um número especial. 40 anos! (nossa!) É isso mesmo! 40 anos! Pelo menos é o que diz aquele papel que nossos pais nos entregam quando nós já estamos suficientemente maduros, o qual dão o nome de “certidão de nascimento”. Tudo isso era muito legal, se a minha realidade interna concordasse, mas não concordava.
Há duas semanas atrás com a proximidade deste dia, comecei a analisar e tentar descobrir qual era, realmente, a minha idade. Estava muito difícil até que:
- Quer casar comigo? – Disse meu marido. (Casar mesmo! Receber aquele outro “papel”.)
- Eu? Casar depois de velha? – Respondi instintivamente.
- Não!
Calma, o “não”, não foi resposta para a pergunta dele.
- Velha?! Eu não estou velha, afinal estou terminando a faculdade, e que eu saiba a gente termina a faculdade com uns 21 ou 22 anos e depois a gente casa. Pronto! Definitivamente eu tenho 21, 22, ou no máximo 25 anos.
Muito bom! Em determinando isso, passei para a próxima etapa: o que fazer naquela quarta-feira. Tinha duas alternativas: 1) Fingir que não era meu aniversário; 2) Contar para todo mundo que era meu aniversário.
Ao acordar, quarta-feira de manhã, eu queria me esconder em buraco. - “O que foi que eu fiz?” – Eu tinha escolhido a opção 2. E agora? Calma!
De cara, recebi muito, muito carinho e uma mensagem maravilhosa do meu marido. “Legal! O dia tava ganho!”. Fui para o trabalho e aí recebi carinho e uma cesta de café da manhã com uma linda mensagem, depois mais carinho e almoço, em seguida mais carinho e bolo, isso tudo entre ligações e e-mails cheios de carinho. Fui para a faculdade e mais carinho e bolo novamente. Ufa! No final da noite estava me sentindo fora do chão e muito, mas muito mais acarinhada. Finalmente, ao deitar, me dei conta em qual idade eu me encontrava. Eu estava na idade adulta, pois tomei a decisão certa. Compartilhar a vida. Valeu meus Amores!
Escrito por Nilsa M. Souza às 18h33
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